O mapeamento de retina é o exame clínico do fundo do olho realizado com a pupila dilatada. Com ele, avalio a Retina central, a mácula, o nervo óptico, os vasos e toda a periferia retiniana (o ponto que dá nome ao exame), onde ficam lesões que não causam sintoma até se tornarem graves.

O que é o mapeamento de retina

O exame é feito com lentes específicas e uma fonte de luz, com o médico examinando diretamente o fundo do olho. Não é um exame de imagem gerada por máquina: é um exame clínico, dinâmico, em que a pessoa é orientada a olhar em diferentes direções para que cada setor da Retina seja avaliado.

É essa mobilidade que permite alcançar a periferia, região onde surgem degenerações, rasgos e áreas de tração do vítreo.

Para que serve

  • Identificar rasgos, degenerações periféricas e descolamento de retina.
  • Avaliar alterações vasculares da retinopatia diabética e da hipertensão.
  • Examinar a mácula em quadros de degeneração macular e edema macular.
  • Investigar sintomas como moscas volantes, flashes de luz e sombra no campo visual.
  • Avaliar o nervo óptico no contexto do glaucoma e de outras condições.
  • Rastrear alterações antes de cirurgias oculares, como a de catarata e a refrativa.

Quem deve fazer

Pessoas com diabetes

Exame periódico do fundo de olho, mesmo sem qualquer sintoma visual.

Míopes

Maior risco de degenerações e rasgos na periferia da Retina.

Após 50 anos

Avaliação da mácula e do vítreo, que mudam com a idade.

Sintomas novos

Moscas volantes súbitas, flashes, sombra ou perda de visão.

Também é indicado no acompanhamento de quem já tem diagnóstico de doença da Retina e em pacientes com histórico familiar de descolamento de retina.

Como o exame é realizado

  1. I
    Colírio para dilatar a pupila
    A dilatação leva de 20 a 40 minutos para atingir o efeito necessário.
  2. II
    Exame do fundo de olho
    Com lentes e luz, cada setor da Retina é avaliado. Você será orientada ou orientado a olhar em várias direções.
  3. III
    Registro dos achados
    O que foi encontrado é descrito e, quando útil, complementado por retinografia ou OCT.
  4. IV
    Orientações e retorno
    Explicação do achado e definição do intervalo do próximo exame.

O exame dói? Quais os cuidados no dia

O exame não dói. A luz é forte e pode incomodar, e o colírio de dilatação costuma provocar leve ardência nos primeiros segundos.

  • A visão fica embaçada, principalmente para perto, por algumas horas.
  • Há sensibilidade à luz: óculos de sol ajudam na saída.
  • Não é indicado dirigir depois do exame. Venha acompanhada ou acompanhado, se possível.
  • Programe-se para não retornar a atividades que exijam leitura fina no restante do dia.

Mapeamento, retinografia e OCT: o que muda

  • Mapeamento de retina: exame clínico, com maior alcance da periferia. É o exame de rastreio da Retina.
  • Retinografia: fotografia colorida do fundo de olho. Documenta e permite comparação ao longo do tempo.
  • OCT de mácula: imagem em cortes das camadas da mácula. Mede espessura e detecta líquido com precisão.

Os exames são complementares. Um não substitui o outro.

Onde realizar a avaliação no Recife

Atendo no HOPE, Hospital de Olhos de Pernambuco, Unidade Ilha do Leite, com estrutura para consulta, exames de imagem da Retina e procedimentos.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura o mapeamento de retina?
O exame em si leva poucos minutos por olho, mas é preciso contar o tempo de dilatação da pupila. Na prática, reserve de uma a duas horas no serviço.
Preciso de jejum ou preparo?
Não há necessidade de jejum. O preparo é o colírio de dilatação, aplicado no próprio dia do exame.
Posso fazer o exame usando lente de contato?
Sim, mas as lentes são retiradas antes do exame. Traga o estojo e, se possível, os óculos.
Com que frequência devo repetir?
Depende do motivo. Em pessoas com diabetes ou doença retiniana em acompanhamento, o intervalo é definido pelos achados de cada exame.

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Sobre a Dra. Bárbara Oliveira

Médica oftalmologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, com especialização em Oftalmologia pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia e subespecialização em Retina Clínica e Vítreo. Atende no HOPE, Unidade Ilha do Leite, em Recife.

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Autoria Autora: Dra. Bárbara Oliveira · Médica oftalmologista · CRM/PE 18815 · RQE 5228 · Atuação em Retina Clínica e Vítreo

Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não substitui a consulta médica. O diagnóstico, a indicação de exames e a conduta dependem da avaliação individual de cada paciente.